Há Mais Folhas Para Além do Excel
“Quando morrer... Haverá tecnologia para lá dos meus sonhos. Haverá arte e liberdade. Quando morrer, depois de morrer Por ti, o destino será subjugado à verdade. Quando morrer Lembrar-se-ão do barulho que fiz. Mas tu, que és o som da minha vida, não sei do que te recordarás. Quando eu morrer, e da minha carne nascer uma árvore num jardim qualquer, lembra-te que nessa árvore estão os pássaros, cujas plumas um dia me caíram do chapéu. Quando os fores venerar, essas esfinges ao meu orgulho, só aí, chora. Não chores por mim. Chora porque a árvore que quero ser, mas não serei, nunca te abraçará. Chora porque de tudo o que dei às letras, à música, à arte, à vida!, tudo definhou no orgulho ferido de umas plumas tesas no chão, no sepulcro de uma árvore qualquer. Quão doce seria o teatro, o nosso teatro, se o palanque fosse feito dessa árvore, e tu o percorresses com os teus pés. Quando eu morrer, não quero aquelas tangas que fazem aos art...